Varejo físico cresce 2,9% no Brasil em 2025, segundo Serasa

O varejo físico no Brasil teve um crescimento de 2,9% em 2025, conforme os dados do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian. Esse indicador mede o fluxo de consumidores em lojas físicas e serve como um termômetro da atividade comercial no país. O resultado é um sinal positivo para o setor, que conseguiu avançar mesmo enfrentando um cenário de juros altos e maior dificuldade para a concessão de crédito, especialmente no segundo semestre do ano.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, destacou que, apesar das condições econômicas desafiadoras, como taxas de juros elevadas, o mercado de trabalho se manteve aquecido e houve medidas que ajudaram a manter a renda das famílias. Esses fatores contribuíram para que a demanda no varejo permanecesse em níveis favoráveis.

Em relação ao desempenho mensal de dezembro, o varejo físico teve um aumento de 1,7% em comparação a novembro, o que representa um crescimento de 1,5 ponto percentual. Entre os setores analisados, apenas duas áreas apresentaram crescimento: Veículos, Motos e Peças, que subiram 13,1%, e Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas, com uma leve alta de 0,1%. Por outro lado, outros setores enfrentaram quedas, como Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática (-0,1%), Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (-0,6%), Material de Construção (-2,2%) e Combustíveis e Lubrificantes (-3,3%). Apesar das dificuldades enfrentadas por grande parte dos setores, o resultado de dezembro foi positivo e ajudou a consolidar o crescimento anual do varejo físico.

Ao longo de 2025, o consumo no Brasil mostrou resiliência, mas também sinais de moderação, com variações diferentes entre os setores do varejo. Camila Abdelmalack explicou que essas diferenças refletem o perfil de demanda e a dependência de crédito de cada segmento.

No que diz respeito aos segmentos que mais se destacaram, o setor de Material de Construção foi o que registrou o maior crescimento no acumulado do ano, com uma alta de 4%. Seguiram na lista Combustíveis e Lubrificantes, com um crescimento de 3,7%, e Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática, com um aumento de 3,5%. Também tiveram resultados positivos no final do ano os setores de Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (3,1%), Veículos, Motos e Peças (2,8%) e Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (1,8%). De acordo com a análise, os setores que são menos dependentes de crédito ou que atendem a demandas estruturais conseguiram manter um ritmo de crescimento mais constante durante o ano.

Botão Voltar ao topo