Ibovespa recua e se corrige após atingir recorde

Na última quinta-feira, 29 de setembro, o Ibovespa, que é o principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, fechou em queda de 0,84%, marcando 183.133,75 pontos. Essa queda ocorreu após o índice ter atingido um novo recorde intradiário, alcançando 186.449,75 pontos durante o dia. O movimento de queda é visto como uma realização de lucros, uma prática comum entre investidores que buscam garantir ganhos após períodos de alta.

A queda do Ibovespa também refletiu tendências observadas nos mercados internacionais, especialmente após os resultados financeiros negativos da Microsoft, conforme mencionado por Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos. Ele destacou que, apesar da queda, o fluxo de capital para o Brasil permanece positivo, impulsionado por um diferencial de juros favorável. Essa estratégia de investimento, chamada de “carry trade”, ocorre quando investidores pegam recursos emprestados em países com taxas de juros baixas para investir em mercados com taxas mais altas.

Nos primeiros meses de 2023, a Bolsa brasileira já acumula um ganho de 13,66%, posicionando-se para ter o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020, quando registrou uma alta de 15,90%.

Em relação aos destaques do Ibovespa, a mineradora Vale apresentou uma leve alta de 0,51%, mesmo diante da pressão negativa do setor metálico. Por outro lado, o setor financeiro teve um desempenho misto, com o Santander (Unit) caindo 1,47% e o BTG Pactual (Unit) recuando 2,01%. Em contrapartida, o Banco do Brasil (ON) conseguiu avançar 0,39%.

A Petrobras também teve um papel importante na limitação das perdas do índice. As ações da Petrobras ON subiram 0,65%, enquanto as ações PN avançaram 0,96%, beneficiadas pela alta nos contratos futuros de petróleo, que fecharam com ganhos superiores a 3% em mercados de Londres e Nova York.

Entre as maiores altas do dia, destacaram-se as ações da Prio, com um avanço de 2%, seguidas pela B3, que subiu 1,03%, e pela WEG, com um aumento de 0,97%. Por outro lado, as maiores quedas foram registradas pela Metalúrgica Gerdau, que caiu 5,13%, Usiminas, com uma queda de 4,88%, e Suzano, que recuou 4,64%.

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