Daniel Vorcaro nega entrega de celular por temor de vazamento

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, manifestou sua preocupação com a segurança das informações durante uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado Roberto Podval explicou que Vorcaro não abriria o sigilo de seu telefone celular devido a vazamentos de informações que ocorreram logo após uma audiência na corte. Segundo ele, perguntas feitas pelo ministro Dias Toffoli foram divulgadas pela imprensa apenas 20 minutos após o término da sessão, o que gerou insegurança jurídica.

Podval detalhou que, logo após a audiência, a delegada responsável pelo caso solicitou a abertura do sigilo do celular do banqueiro, garantindo que o procedimento seria mantido em total sigilo. Contudo, a defesa recusou o pedido, citando receios de vazamentos semelhantes aos que já tinham ocorrido. “O sigilo era absoluto, não deu, sei lá, 20 minutos, as questões estavam todas ali colocadas”, afirmou o advogado. Para evitar riscos, Vorcaro não levou seu celular para a acareação.

Além disso, a defesa de Vorcaro já havia solicitado a abertura de um inquérito para investigar a origem desses vazamentos e planejava informar o ministro relator do caso, Dias Toffoli, sobre a situação. Durante um depoimento à Polícia Federal no final de dezembro do ano passado, Vorcaro foi questionado sobre a existência de bens no exterior. Ele respondeu que o banco possui ativos fora do Brasil e se descreveu como alguém que sempre declarou seus bens e pagou altos impostos.

Na acareação, Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram versões diferentes sobre a origem de carteiras de crédito problemáticas adquiridas pelo banco público a partir de 2025. As divergências nas declarações dos dois geram mais complexidade ao caso, que está sendo analisado pelo STF.

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