Ex-engenheiro do Google é condenado por roubo de segredos

Um ex-engenheiro de software do Google, Linwei Ding, foi condenado por um júri federal em San Francisco, nos Estados Unidos, por roubo de segredos comerciais relacionados à inteligência artificial da empresa. O julgamento ocorreu na quinta-feira, 29 de março, e durou 11 dias. Ding, que tem 38 anos e é natural da China, foi considerado culpado de 14 acusações, incluindo sete de espionagem econômica e sete de roubo de informações confidenciais.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Ding pode enfrentar penas severas. Cada acusação de espionagem econômica pode resultar em até 15 anos de prisão e uma multa de até 5 milhões de dólares. Já as acusações por roubo de segredos comerciais podem levar a uma pena de até 10 anos e uma multa de 250 mil dólares. O ex-engenheiro deve comparecer a uma audiência preliminar marcada para o dia 3 de fevereiro.

O caso de Linwei Ding foi investigado por uma força-tarefa interagências chamada Disruptive Technology Strike Force, criada em 2023 pelo governo Biden, com o objetivo de combater crimes relacionados à tecnologia e proteger inovações sensíveis. Os promotores alegam que Ding começou a roubar informações em 2022, enquanto estava sendo recrutado por uma startup de tecnologia na China. Ele teria acessado dados confidenciais sobre a infraestrutura de hardware e as plataformas de software que permitem que os data centers do Google treinem grandes modelos de inteligência artificial.

Essas informações eram consideradas estratégicas, pois ajudariam o Google a competir com outras grandes empresas de tecnologia, como Amazon e Microsoft, que também desenvolvem seus próprios chips. O Google, que pertence à Alphabet, afirmou que não foi acusado de nenhuma irregularidade e que colaborou com as investigações.

O advogado de Linwei Ding, Leon Ding, não se manifestou publicamente sobre o caso após a divulgação da condenação.

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