Pular para o conteúdo

Pirataria é a única saída dos games: executivo se posiciona contra PlayStation

A preservação de videogames enfrenta obstáculos significativos, levando especialistas a considerarem a pirataria como uma solução. Frank Cifaldi, um distinto preservacionista, chamou a atenção para a seriedade da situação ao afirmar que a pirataria é, neste momento, a única alternativa prática para garantir o acesso a jogos mais antigos.

Alertas para a Indústria dos Games

A liderança de Cifaldi à frente da Fundação da História dos Videogames foi destacada em uma recente discussão na rede social Bluesky. Sua indignação pela inércia da indústria ficou evidente quando ele lamentou a falta de propostas concretas que visem a preservação legal das obras. Ele mencionou os esforços para colaborar com associações do setor, que, segundo ele, até agora não resultaram em alternativas significativas.

“Tentamos colaborar com a associação do setor para encontrar um caminho legal a seguir, mas eles se recusam a oferecer uma alternativa significativa”, disse Cifaldi.

Deslocamento para o Digital

O anúncio da Sony sobre a paralisação na produção de mídia física a partir de janeiro de 2028 trouxe à tona a urgência da preservação. Essa decisão reflete uma tendência entre outras empresas, como a Rockstar, que não dá prioridade ao lançamento de jogos em formato físico, com o próximo título da franquia GTA como um exemplo claro dessa nova abordagem.

Adicionalmente, surgem rumores sobre o Xbox estar desenvolvendo um sistema capaz de converter jogos físicos em formatos digitais, o que poderá inviabilizar ainda mais o acesso a títulos em mídia física, complicando ainda mais o cenário de preservação.

A Revolução dos Jogos Online e seus Impactos

A propriedade dos jogos tornou-se um tema relevante, especialmente após o fechamento do primeiro The Crew da Ubisoft, que deixou os jogadores sem acesso ao título. Como resposta a essas preocupações, surgiu o movimento “Stop Killing Games”, que pede maior responsabilidade das desenvolvedoras em fornecer continuidade ao acesso a seus jogos.

Embora a pirataria esteja geralmente ligada ao ambiente PC, há uma expectativa de que a preservação de jogos se concentre nesse espaço, criando incertezas sobre o futuro dos títulos exclusivos das plataformas Nintendo, PlayStation e Xbox.