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China aposta em estratégia para reduzir custo de carros elétricos

Para reduzir os custos de produção de veículos elétricos acessíveis, a indústria automobilística chinesa está implementando uma estratégia inovadora. O país voltou sua atenção para o uso de carbono na fabricação de baterias de íons de sódio, uma opção que exige matérias-primas menos caras e mais abundantes do que as utilizadas nas tradicionais baterias de lítio.

Um dos principais desafios nesse processo é que as baterias de sódio precisam de íons maiores, o que impossibilita o emprego de ânodos de grafite. Para contornar essa dificuldade, empresas locais, em parceria com fabricantes, começaram a investigar o uso de biomassa. Contudo, encontraram a limitação da necessidade de cascas de coco carbonizadas, que devem ser importadas. Esta dependência não só restringe o potencial produtivo, como também ameaça a autonomia energética da China.

Uso do carvão antracito como alternativa

As empresas inovadoras passaram a considerar o carvão antracito, um recurso abundante no país, como solução. Embora pareça contraditório adotar um combustível fóssil em uma tecnologia geralmente vista como “verde”, essa abordagem se mostra estratégica. O ânodo de carbono duro compõe entre 10% e 20% do peso total da célula da bateria. Em comparação, o processamento de cascas de coco revela apenas cerca de 2,5% de carbono, enquanto o antracito entrega mais de 45% em função similar.

A utilização do carvão antracito resultou na redução do custo do carbono duro para menos de 30 mil yuans por tonelada, com previsões de que esse preço continuará a cair, transformando as baterias de sódio em uma alternativa financeiramente viável. Apesar da menor densidade energética em relação às baterias de lítio, o que impacta na autonomia dos veículos, já se observa sua aplicação em modelos urbanos, como o compacto produzido pela Yiwei, uma submarca da JAC.

Com essa iniciativa, a China está se posicionando para grandes reduções nos custos de fabricação, ao mesmo tempo em que avança rumo à sua autonomia energética. Isso demonstra a intenção do país de estabelecer uma cadeia de suprimentos sólida para baterias de sódio.