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13º do INSS pode ajudar a fortalecer o orçamento familiar

No ano de 2026, a economia brasileira recebeu um importante impulso com a segunda parcela do 13º salário destinada aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Este pagamento, realizado entre 25 de maio e 8 de junho, beneficiou mais de 35 milhões de segurados e movimentou cerca de R$ 39 bilhões, proporcionando alívio financeiro para muitos que dependem desse recurso.

Especialistas em finanças pessoais recomendam uma utilização estratégica desse montante, especialmente em um cenário de inflação elevada e aumento do custo de vida. É aconselhável que os beneficiários priorizem o pagamento de dívidas, a criação de uma reserva de emergência e investimentos em saúde.

Quem recebe o 13º salário

O 13º salário foi concedido a segurados com benefícios previdenciários, incluindo os seguintes grupos:

Aposentados

Todos os tipos de aposentadoria têm direito ao 13º salário.

Pensionistas

Pensionistas que recebem pensão por morte também foram contemplados com esse benefício.

Beneficiários de auxílios

Aqueles que recebem auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade, conforme regulamentação específica, também têm direito ao 13º salário. No entanto, pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) não estão incluídas nessa remuneração, por se tratar de um benefício assistencial.

Diferenças entre as parcelas

Um questionamento frequente entre aposentados diz respeito às diferenças nos valores das duas parcelas do 13º salário. Essa variação ocorre porque:

Primeira parcela

A primeira parcela geralmente corresponde a 50% do valor total do benefício, sem realizar desconto do Imposto de Renda.

Segunda parcela

Já a segunda parcela pode ter descontos referentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte, resultando em um valor líquido inferior, além de ajustes finais no cálculo do benefício.

Como utilizar o 13º salário de forma eficaz

1. Quite suas dívidas

É essencial priorizar o pagamento de dívidas, especialmente aquelas com juros elevados, como cartões de crédito e empréstimos. Isso ajuda a otimizar o orçamento e a economizar em juros.

2. Crie uma reserva de emergência

Caso não haja dívidas urgentes, é recomendável criar ou aumentar uma reserva de emergência para lidar com imprevistos financeiros.

3. Invista em saúde

Para muitos aposentados, destinar parte do 13º salário à saúde é um investimento importante, cobrindo consultas, exames e aquisição de medicamentos necessários.

4. Organize seu orçamento

Utilizar esse valor extra para reavaliar as finanças é uma excelente ideia. Fazer uma lista das despesas mensais e estabelecer prioridades pode prevenir a rápida dissipação do dinheiro recebido.

5. Evite compras por impulso

Embora as promoções possam parecer atraentes, é essencial avaliar a real necessidade de cada compra antes de realizar gastos significativos.

Investimentos com o 13º salário

Para quem possui finanças organizadas, considerar investimentos pode ser uma alternativa interessante. Aplicações em renda fixa e títulos públicos, por exemplo, conferem maior segurança e potencial de rendimento em comparação à manutenção do capital sem uso.

Consultando informações sobre o 13º salário

É possível verificar informações detalhadas sobre o recebimento através dos canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS. Nesse aplicativo, segurados podem consultar extratos e valores recebidos ou entrar em contato com a Central 135 para obter informações sobre benefícios.

Cuidado com fraudes

Durante os períodos de pagamento, é importante estar alerta para possíveis golpes. O INSS orienta que não se deve compartilhar senhas, evitar pagamentos para liberar benefícios e verificar a legitimidade de mensagens prometendo valores adicionais.

A importância do planejamento financeiro

Apesar do 13º salário ser um pagamento extraordinário, utilizá-lo de forma estratégica pode resultar em benefícios financeiros a longo prazo. Ao quitar dívidas ou estabelecer reservas, os aposentados podem assegurar um futuro financeiro mais estável.

Além disso, manter um planejamento financeiro consistente é fundamental para evitar endividamento e garantir tranquilidade em relação a gastos futuros.