Ibovespa alcança recorde e se aproxima de 182 mil pontos
Após uma pausa na sessão anterior, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, registrou uma alta de 1,79% nesta terça-feira, 27 de janeiro, alcançando um novo recorde de fechamento, com 181.919,13 pontos. Durante o dia, o índice chegou a ultrapassar a marca histórica de 183 mil pontos, um feito inédito até agora. Com esse desempenho, a Bolsa acumula uma valorização de 12,91% somente neste mês de janeiro.
Analistas apontam que o crescimento do índice está associado ao fluxo contínuo de investimentos estrangeiros em ativos brasileiros. Esse movimento inclui tanto investidores que compram ações diretamente quanto aqueles que aplicam por meio de ETFs, que são fundos negociados em bolsa e listados em Nova York, mas que são lastreados em ações brasileiras.
Os investidores estão particularmente atentos às decisões de política monetária que serão anunciadas nesta “super quarta-feira”, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A expectativa é de que a taxa Selic permaneça inalterada, assim como os juros nos Estados Unidos. Essa situação de juros atrativos no Brasil tem favorecido a estratégia de carry trade, onde investidores buscam capitalizar com a diferença nas taxas de juros entre os países, o que tem incentivado a entrada de capital externo.
No que diz respeito aos destaques do Ibovespa, as ações de bancos e de empresas ligadas a commodities se destacaram no avanço do índice. As ações do Santander subiram 3,18%, enquanto as do Itaú (PN) tiveram um aumento de 2,65%. A Vale, uma das principais ações do índice, registrou uma alta de 2,20%. A Petrobras também teve um desempenho positivo, com suas ações ON subindo 2,80% e as PN avançando 2,18%. Esse movimento acompanhou a valorização dos contratos futuros de petróleo, que aumentaram cerca de 3% nas bolsas de Londres e Nova York.
Entre as maiores altas do dia, destacaram-se as ações da Raízen, que subiram 8,43%, seguidas pela CSN, com alta de 7,13%, e Yduqs, que avançou 6,96%. Por outro lado, as ações que registraram queda foram a Eneva, com -2,72%, Auren, que caiu 2,71%, e Vivara, com uma desvalorização de 1,88%.
O cenário da Bolsa continua a ser monitorado de perto, com as expectativas sobre a política monetária e o fluxo de investimentos estrangeiros sendo fatores chave para o desempenho do índice.