Brasil registra superávit comercial de US$ 4,3 bi em janeiro
A balança comercial do Brasil registrou um superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro de 2023. Esse valor representa um aumento de 85,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, 2022. Essa melhora no saldo comercial é resultado de uma queda mais acentuada nas importações em relação à redução das exportações, conforme informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O superávit de janeiro é o segundo maior já registrado para esse mês, mas ficou abaixo do que os economistas previam, que era um saldo de US$ 4,9 bilhões. As exportações brasileiras totalizaram US$ 25,153 bilhões, apresentando uma queda de 1% em comparação com janeiro de 2022. Por outro lado, as importações caíram 9,8%, somando US$ 20,810 bilhões.
A redução nas importações foi mais significativa em bens intermediários e combustíveis, enquanto houve um aumento nas importações de bens de consumo e de capital. Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, explicou que a expectativa de uma desaceleração da atividade econômica, devido ao alto nível das taxas de juros no Brasil, contribui para a diminuição da demanda por produtos importados. Ele destacou que, com a previsão de crescimento econômico mais lento em 2023 em relação ao ano anterior, é natural que a demanda por bens importados também diminua.
Brandão também mencionou que a sazonalidade no agronegócio influencia a demanda por insumos agrícolas, o que pode afetar os dados de importação de maneira complementar. Em relação às exportações, apenas o setor agropecuário apresentou crescimento, com um aumento de 2,1%, impulsionado por melhores desempenhos na venda de soja e milho. Em contrapartida, as exportações da indústria extrativa caíram 3,4%, influenciadas pela redução nas vendas de petróleo e minério de ferro. O setor de transformação também teve uma leve queda de 0,5%.
Ao analisar o desempenho das exportações por regiões, foi observado que as vendas para os Estados Unidos diminuíram 25,5% em relação ao ano anterior, resultando em uma queda na participação dos EUA nas exportações brasileiras, que caiu de 12,7% em janeiro de 2022 para 9,5% em janeiro de 2023. Em contraste, a participação da China nas exportações brasileiras aumentou, passando de 21,7% para 25,7% no mesmo período.