Fictor: Palmeiras e Confederação de Atletismo são credores

A Fictor, uma empresa que atua em diversos setores, incluindo alimentos e gestão de recursos, entrou com um pedido de recuperação judicial, revelando uma extensa lista de credores. Entre os principais credores estão investidores, ex-sócios e empresas, incluindo o Palmeiras, que tem um contrato publicitário com a Fictor.

De acordo com documentos apresentados ao Tribunal de Justiça de São Paulo, a American Express Brasil é a maior credora, com uma dívida que ultrapassa R$ 893,1 milhões. Em segundo lugar está a Sefer Investimentos DTVM, uma gestora de ativos, com R$ 430 milhões a receber. Além dessas, há credores pessoas físicas, como o empresário Luiz Phillippe Gomes Rubini, que deve receber R$ 34,4 milhões, e o psiquiatra e autor Augusto Jorge Cury, com R$ 31,5 milhões.

A lista de credores também inclui a consultoria Alarcon Select, com um crédito de R$ 16,4 milhões, e dois fundos de investimentos que somam R$ 25 milhões. Outros credores notáveis são Thaís Seixas Cardoso, com R$ 13,5 milhões, e Luis Marcelo Carvalho de Oliveira, com R$ 10,9 milhões. O total da dívida da Fictor chega a R$ 4,2 bilhões, envolvendo mais de mil credores.

O Palmeiras e a Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat) também estão entre os credores. O clube de futebol deve receber R$ 2,6 milhões, conforme um contrato de patrocínio que foi assinado em março do ano passado e que prevê pagamentos de R$ 25 milhões anuais até 2028. O Palmeiras informou que está analisando a situação com seu departamento jurídico.

A Confederação Brasileira de Atletismo tem uma dívida de R$ 500 mil, relacionada a um contrato que foi anunciado em novembro de 2022, prevendo um total de R$ 21 milhões até março de 2029. A Cbat recebeu a notícia da recuperação judicial pela imprensa e está aguardando uma posição oficial da Fictor.

A maior parte da dívida da Fictor se encontra na classe de credores quirografários, que corresponde a R$ 4,1 bilhões. No pedido de recuperação judicial, a Fictor solicitou uma tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias, visando proteger suas operações e evitar crises financeiras que possam prejudicar a empresa e seus credores.

No final do ano passado, a Fictor havia anunciado a intenção de comprar o Banco Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central devido à liquidação do banco. O advogado da Fictor, Carlos Deneszczuk, afirmou que a recuperação judicial busca preservar empresas viáveis que possam ser afetadas por restrições típicas desse tipo de processo.

Botão Voltar ao topo