Kevin Warsh é o novo presidente do Fed
Na quinta-feira, 29 de novembro, a cidade de Washington, já envolta pelo crepúsculo, foi palco de um momento decisivo na política econômica dos Estados Unidos. Kevin Warsh, um nome que havia sido cogitado para presidir o Federal Reserve (Fed), foi convocado à Casa Branca por Donald Trump para uma reunião que poderia mudar o rumo de sua carreira. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também estava presente, e as expectativas eram altas. Warsh já havia sido considerado para a presidência do Fed quase uma década atrás, mas não havia sido escolhido. Agora, ele tinha uma nova oportunidade.
A reunião ocorreu em um dia movimentado, que incluiu diversas atividades, como uma reunião de gabinete transmitida pela televisão e um anúncio sobre o combate ao vício em drogas. Apesar da agenda cheia, Trump reservou um tempo para discutir a nomeação de Warsh. Fontes próximas à situação afirmaram que havia uma expectativa clara: ou Warsh seria confirmado naquele dia, ou ficaria de fora novamente. Após a reunião, Warsh saiu otimista. Ele havia superado concorrentes de peso, incluindo Kevin Hassett, um dos principais conselheiros econômicos de Trump, para ganhar a aprovação do presidente.
Inicialmente, Trump pretendia anunciar a escolha de Warsh poucas horas após o encontro. Porém, o plano mudou. Durante um evento no Kennedy Center, o presidente fez suspense ao mencionar que tinha um nome em mente, mas não o revelou. Isso fez com que as probabilidades de Warsh serem escolhidos aumentassem, especialmente depois que veículos de comunicação, como o Financial Times, começaram a divulgar que ele seria o indicado. Na manhã seguinte, às 6h48, Trump oficializou a nomeação de Warsh, destacando sua longa relação com ele e afirmando que ele seria lembrado como um dos melhores presidentes do Fed.
Warsh, que é sócio do investidor bilionário Stanley Druckenmiller, já estava em uma trajetória para este cargo há anos. Formado em uma universidade da Ivy League e ex-governador do Fed, ele tinha conexões valiosas, especialmente por meio de sua esposa, Jane Lauder, cuja família é altamente influente e tem laços com o círculo de apoio de Trump na Flórida. A escolha anterior de Jay Powell para a presidência do Fed, em 2017, havia sido uma decepção para Warsh, mas com a vitória de Trump nas eleições de 2024, surgiram novas oportunidades.
Ainda na fase de seleção, Warsh se destacou por seu conhecimento sobre o mercado e por suas críticas à atuação do Fed, que, segundo ele, estava se afastando de suas funções principais. Seu discurso em abril, onde abordou a necessidade de uma política monetária mais focada, foi amplamente comentado. Durante a corrida pela presidência do Fed, Warsh disputou com nomes como Christopher Waller e Rick Rieder, que também se tornaram candidatos fortes.
O clima de competição era intenso, com aliados de cada candidato tentando influenciar a decisão de Trump. Enquanto isso, os investidores de Wall Street estavam atentos e preocupados com a possibilidade de uma nomeação que pudesse comprometer a independência do Fed, especialmente em relação ao desejo do presidente por cortes nas taxas de juros.
Warsh acabou se tornando a escolha preferida de Trump, especialmente após a queda de Hassett, que enfrentou críticas e investigações. O apoio de figuras influentes de Wall Street, como Jamie Dimon, do JPMorgan, também fez diferença. A corrida pela presidência do Fed foi marcada por tensão, intrigas e uma série de reviravoltas, mas, ao final, Warsh se destacou como o escolhido.
Trump, que sempre defendeu a seleção de indivíduos altamente qualificados para cargos de destaque, expressou sua confiança em Warsh, afirmando que ele seria a pessoa ideal para liderar o banco central dos Estados Unidos e restaurar a prosperidade econômica no país.