A LG se vê no centro de controvérsias após a descoberta de que certos modelos de seus monitores podem instalar adware em máquinas que operam com Windows. O alerta partiu do canal Gamers Nexus, que ressaltou que essa instalação acontece sem o consentimento ou notificações aos usuários.
Identificação dos Modelos e Modo de Operação
Os primeiros modelos identificados com essa irregularidade foram o OLED LG UltraGear 34GX900A-B e o LG UltraFine 32UN880-B, que está no mercado há três anos. Quando um desses monitores é conectado a um computador através de DisplayPort ou HDMI, o sistema operacional reage automaticamente, baixando pacotes de extensão da LG e instalando o aplicativo LG Monitor App Installer.
Experimentos Mostram Publicidade Intrusiva
No decorrer de um teste conduzido pelo Gamers Nexus, foram realizadas 32 inicializações consecutivas. Em 31 delas, o aplicativo exibiu pop-ups promocionais relacionados a assinaturas do antivírus McAfee, que geralmente ofereciam um período de teste que rapidamente se tornava pago. Apenas na última inicialização, um recurso da própria LG foi promovido.
Questões de Privacidade em Debate
Essa situação gerou preocupações significativas sobre a privacidade dos usuários. O aplicativo requer permissões para acessar diversos recursos do sistema e a internet, levantando suspeitas sobre o tratamento de dados sensíveis, como localização e histórico de navegação, sem fornecer esclarecimentos adequados.
Práticas Asemelhadas em Outras Marcas
Apesar do foco nas críticas direcionadas à LG, essa não é uma prática exclusiva da empresa. Outras marcas, como a Dell e a Logitech, igualmente adotam métodos semelhantes para instalar softwares associados a seus dispositivos em sistemas Windows. Contudo, a insistência da LG em injetar publicidade por meio do sistema operacional da Microsoft causou grande indignação.
Alternativas e Controle do Usuário
Para enfrentar essas instalações indesejáveis, muitos usuários buscam alterar as Diretrizes de Grupo do Windows, com o intuito de proibir downloads automáticos que estejam ligados a novos dispositivos. A responsabilidade também recai sobre a Microsoft, que permite a desse tipo de aplicativo, deixando o Windows exposto a tais práticas inconvenientes.
